Livre-arbítrio
Que fantástico! O pastor e deputado Marcos Feliciano diz ser contra a escala 5x2 porque, segundo ele, o pobre com mais um dia livre passaria a jogar em bets e até usar drogas ilícitas. Que “empatia” com o povo trabalhador!
Então surge a pergunta: isso seria defeito genético? Vírus? Bactéria? Só atingiria pobre? Porque, seguindo essa lógica, deputados que trabalham poucos dias presenciais por semana deveriam passar o tempo fumando, cheirando, usando crack e apostando sem parar.
É revoltante quando um representante público ou líder religioso reduz a população pobre a esse tipo de estereótipo. O trabalhador quer descanso, convivência com a família, lazer, estudo, dignidade e saúde mental — não ser tratado como alguém incapaz de administrar a própria vida.
Talvez esteja na hora de muita gente refletir:
Como um eleitor continua votando em políticos que demonstram esse tipo de visão sobre os pobres?
Como um fiel aceita esse tipo de discurso vindo de alguém que se apresenta como líder religioso?
Crítica política faz parte da democracia. Mas declarações que associam pobreza automaticamente à criminalidade, drogas ou vício acabam alimentando preconceito e desrespeito contra quem trabalha duro todos os dias.
Esse pastor é um cara de pau.Como pode alguém do povo dar ouvidos a esse elemento!
ResponderExcluir