Passeando pelo golpismo!

 

Esperidião Amin, relator da chamada “dosimetria” — um disfarce de anistia — afirma respeitar as manifestações populares, mas diz que é preciso ouvir os que defendem a anistia. Em outras palavras, prefere ouvir criminosos golpistas e congressistas de viés golpista, em vez da multidão que ocupa as ruas.


O povo não vai esquecer: é melhor votar em quem ouve a voz das ruas do que em golpistas ou em quem trabalha para eles. Ficou provado, mais do que nunca, que esses parlamentares atuam apenas para defender esse tipo de criminoso, o que é inconstitucional. Não se pode mudar uma lei para beneficiar uma pessoa ou um grupo específico.


O povo nas ruas deixou claro que não aceita anistia, “dosimetria” ou qualquer outro artifício golpista que tente beneficiar criminosos golpistas. É uma enorme falta de nacionalismo querer livrar da cadeia quem atentou contra a democracia. Essa gente não tem nenhuma noção de patriotismo.


As nossas instituições e o nosso presidente lutaram — e ainda lutam — contra o golpe, contra ataques externos à soberania nacional, com força, coragem e senso de responsabilidade histórica. Ainda assim, há quem ache justo perdoar pessoas que colocaram em risco a democracia brasileira.


Já pensaram no risco que corremos ao permitir que generais e coronéis golpistas voltem livremente às ruas? Querem abrir caminho para uma tentativa de golpe definitivo? Já pensaram na posição das Forças Armadas que resistiram e ajudaram a fazer o plano criminoso fracassar? Elas podem voltar a ser atacadas. Isso seria um profundo desrespeito.


Também é preciso refletir sobre o fim prático da delação premiada. O delator passaria a ter pena igual ou até maior do que aqueles que foram delatados. Qual será o incentivo para colaborar? E o risco pessoal a que esse delator ficará exposto? Imaginem esses criminosos soltos nas ruas. Como ficará quem colaborou com a Justiça?


Não esqueçamos das parcelas de culpa que esses mesmos grupos já carregam. Deram um golpe na presidenta Dilma, com base em uma interpretação forçada da lei — tanto que o mecanismo foi posteriormente revogado. Prenderam o presidente Lula, que seria eleito, e colocaram no poder alguém que sempre apoiou a ditadura e fez declarações abertamente autoritárias.


Foi por ódio à esquerda? Ou pela farra das emendas? A aprovação dessa proposta de anistia, disfarçada de dosimetria, representa o auge do desrespeito ao povo brasileiro — e o povo saberá responder.


As ruas falaram alto e claro: sem anistia, sem dosimetria, sem golpes, sem corrupção, sem emendas secretas, sem deputados cassados, presos ou foragidos recebendo o nosso dinheiro. Chega de traição ao povo.


Michele Bolsonaro declara que seu marido estaria sendo “torturado” por causa do barulho do ar-condicionado. O mesmo que sempre defendeu a tortura. Ou será que ele só apoiava a tortura com porrada, choque elétrico, pau de arara, afogamento e outras barbaridades? Por que o povo teria pena de alguém que debochou dos que morriam sem ar durante a pandemia, que se recusou a comprar vacinas e afirmou não ser coveiro, quando tudo o que se esperava dele era um mínimo de humanidade?


Sóstenes Cavalcante grita — porque não fala — dizendo que o presidente Lula é “descondenado” e que Alexandre de Moraes é um ditador, um tirano. Diz que Bolsonaro é um homem bom. Bom por ser atleta? Ou por não ser coveiro? Diz ainda que Bolsonaro é honesto, enquanto o processo das joias segue em andamento. Lembre-se: pelo menos Lula e Alexandre de Moraes não se escondem atrás do nome de Deus.


Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello tenta dificultar o protesto ordeiro do povo. O povo não esquecerá disso na próxima eleição.


Hugo Motta, já visto por muitos como inimigo do povo, mostrou suas unhas: censurou a imprensa e permitiu que seus policiais retirassem o deputado Glauber Braga do plenário com uma chave de pescoço. Depois disse que a ordem não partiu dele. Policiais indisciplinados, então?


O senador Carlos Viana, presidente da CPI do INSS, quer prender todos os que roubaram — o que é correto. Mas, por outro lado, propõe uma lei que enfraquece a proteção do país contra golpes de Estado. Uma contradição grave.


Em 2026, não votem neles. Golpistas têm nojo do povo — e o povo deve ter nojo deles também. O voto a favor da dosimetria é um tapa na cara do povo brasileiro. É um projeto imoral. É o enterro simbólico da nossa democracia.



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