Candidato
Ronaldo Caiado, candidato à Presidência, representante da direita e do agro, tenta vender como virtude aquilo que a história já mostrou ser um erro grave: o perdão a golpistas. Ao citar Juscelino Kubitschek e a anistia após a Revolta de Jacareacanga, omite deliberadamente o que veio depois: os mesmos grupos voltaram a conspirar, culminando em novas rebeliões e, poucos anos depois, no Golpe militar de 1964, que mergulhou o Brasil em décadas de repressão. A história não deixa dúvidas: anistiar quem atenta contra a democracia não pacifica — incentiva. Não reconcilia — encoraja novos ataques. Diante das tentativas recentes de ruptura institucional, falar em perdão não é gesto de grandeza. É sinal de fraqueza diante de quem despreza a Constituição. É justo premiar quem tentou destruir a democracia? É moral passar a mão na cabeça de golpistas? Ou isso apenas abre caminho para que tentem de novo — e talvez consigam? Defender anistia nesse contexto não é olhar para o futuro. É repetir, c...