14 + que 7
A CPI do INSS nasce totalmente desequilibrada, com um lado só. É uma CPI claramente política! Numa contagem que parece revolucionar a matemática, 7 passa a ser mais que 14, apenas para justificar a convocação de Lulinha.
Enquanto isso, pessoas realmente envolvidas não são chamadas. Entre elas, integrantes da Igreja Lagoinha, o deputado Nikolas Ferreira, que fez campanha para Jair Bolsonaro durante vinte dias em um avião do empresário André Esteves Vorcaro (Vorcaro).
Também não se fala da secretária do senador Flávio Bolsonaro, que seria irmã do chamado “careca do INSS”, nem de empresas registradas em endereço ligado ao senador, ou da mansão de seis milhões de reais.
Outros nomes também ficam de fora: o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, que teria colocado recursos e manifestado interesse em comprar o Banco Master mesmo sabendo das dificuldades da instituição; e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que aplicou dinheiro de aposentados mesmo com alertas sobre o risco de quebra do banco.
Há ainda as doações de campanha: três milhões recebidos por Jair Bolsonaro e dois milhões por Tarcísio de Freitas.
Mesmo assim, o senador Amin Viana (presidente da CPMI) não demonstra interesse em convocar pessoas próximas ao seu grupo político. Se puder, leva apenas quem possa ser associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com a aprovação do senador Davi Alcolumbre, ficou claro o que se pretende com essa comissão.
Fica a pergunta: por que deputados e senadores continuam defendendo golpistas?
Mas o povo é soberano nas urnas e pode tirar essa gente da política. Felizmente, o Supremo Tribunal Federal anulou esses procedimentos.
Depois dizem:
— “O Supremo se mete em tudo!”
Mas é claro: a lei deve ser cumprida.
E a matemática também foi salva: 14 continua sendo maior que 7.
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