Vai passar na avenida um samba popular...
A senadora Damares Alves entra com ação contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói por causa de um samba que homenageia Lula. A alegação de uso de verba pública não se sustenta, pois os recursos foram divididos igualmente entre todas as escolas do grupo especial. Afinal, trata-se de um dos maiores espetáculos culturais do país, que movimenta muito dinheiro e atrai turistas do mundo inteiro.
Por outro lado, a senadora não questiona quando o governo apoia eventos evangélicos, como a Marcha para Jesus, que também utiliza estrutura pública, carros de som e cantores gospel. Mesmo sendo um evento ligado majoritariamente a uma religião específica, recebe apoio sem o mesmo nível de contestação.
Se líderes religiosos e pastores usam cultos e a internet para se posicionar politicamente — como faz Silas Malafaia com frequência em relação a Lula — por que uma manifestação artística não poderia expressar sua visão? A liberdade de expressão religiosa deve ser respeitada, assim como a liberdade de opinião e de arte.
O carnaval é espaço de cultura popular. Não envolve armas nem violência — envolve música, dança e participação do povo. Se uma escola de samba não puder homenagear um brasileiro de origem pobre e nordestina que chegou três vezes à presidência da República, abre-se um precedente perigoso contra a liberdade artística.
Também é válido questionar o uso do nome de Deus na política, prática que muitos consideram inadequada. Liberdade de expressão deve valer para todos — na religião, na arte e na cultura popular.
Desgraça esses bolsonaristas!!Só destrói e invejam quem constrói.
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